DESTAQUE (Região): Suspeitas de extorsão levam a pugilato na empresa “Arlindo Correia e Filhos, S.A.”

As suspeitas de extorsão levaram a cenas de pugilato na empresa “Arlindo Correia e Filhos, S.A.”, em Braga, com ferimentos no presidente do conselho de administração, o irmão mais velho, António Correia, que já teve de ser socorrido pelo Hospital de Braga.


António Ferreira Correia, representado pelo advogado vilaverdense Samuel Estrada, é a face visível da contestação familiar, que nos últimos dias subiu de tom e com recurso à GNR e à PSP no serenar dos desacatos, ocorridos já em Celeirós e em Ferreiros (Braga).

Na origem dos desacatos estarão supostos crimes de tentativa de extorsão de uns irmãos sobre os outros, de furto de material e de sabotagem industrial, de acordo com queixas já a decorrer no Ministério Público de Braga, uma semana antes dos incidentes em que António Correia sofreu diversos golpes ao embater na porta de vidro do “Grupo ACF –Arlindo Correia & Filhos, S.A.”, situada na Rua da Encosta do Gaião, em Vimieiro, na segunda fase dos empreendimentos daquela empresa de referência em Braga e Portugal.

Entretanto, um dos irmãos apresentou no DIAP da Comarca de Braga uma queixa-crime onde imputa a outro irmão e a um sobrinho o alegado descaminho de material básico de electricidade, para o bom e normal funcionamento das empresas, designadamente o “corte” de fusíveis do quadro de electricidade e posteriormente a proibição de montagem de uma cabina de electricidade que serviria uma parte do condomínio dos escritórios, deixando várias empresas que aí laboram sem energia elétrica, além das empresas do outro irmão de António Ferreira Correia, o CEO do Grupo ACF, ainda uma serralharia e uma firma de informática, que alegam ter prejuízos avultados.

Na manhã do feriado de quinta feira António Correia e o seu filho e funcionário da ACF, SA, Filipe Correia, terão removido uma caixa de eletricidade pertencente a uma das empresas dos outros irmãos com ajuda de uma empilhadora, tendo os vigilantes da Securitas que vigiavam o local chamado a GNR. Desde então pai e filho têm-se mantido incontactáveis.

Na manhã de sexta-feira e em mais uma tentativa de impedir a montagem de um quadro de eletricidade independente neste edifício acabou por criar as desavenças já aqui referidas, que terminaram com uma ida ao Hospital de Braga.

Só a chegada da GNR de Braga acalmou os ânimos, um dia depois de ter estado no mesmo local a registar outros desacatos pelos mesmos motivos: da retirada de fusíveis que motivou a citada queixa-crime no DIAP do Ministério Público de Braga.

Não tendo sido estes confrontos um episódio isolado, foram já na semana passada recorrentes os incidentes entre empresas dos irmãos Correia nos terrenos junto à antiga “Grundig”, onde os mesmos irmãos “medirão forças” com a colocação de camiões e máquinas das próprias empresas impedindo o acesso aos referidos terrenos pelos próprios.

Cada um dos irmãos dispõe “da sua” empresa de segurança contratada para o local e onde também já foi chamada a Esquadra de Intervenção Rápida da PSP a intervir, nas traseiras da “Grundig”.

O Vilaverdense não conseguiu obter a versão de António Correia, nem no Hospital de Braga, nem mais tarde na sede do grupo empresarial, também em Celeirós, acerca do caso de sexta-feira, mas no entanto, todas estas queixas envolvem uma empresa em comum e o administrador da “Arlindo Correia & Filhos, SA”, António Ferreira Correia.

---
Redacção
ovilaverdense@gmail.com