DESTAQUE: Industriais de pirotecnia contestam proibição de fogo de artifício

A APIPE – Associação Portuguesa dos Industriais de Pirtotecnia e Explosivos pediu, esta tarde , audiências ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro, numa carta em que carta em que contesta a recente proibição de utilização em grande parte do território nacional a todo o tipo de fogo-de-artifício e de artefactos pirotécnicos.

“A medida é claramente excessiva, desproporcionada e totalmente injustificada”, afirma a sua Direção, lembrando que o setor recorreu à inovação tecnológica, através de avultados investimentos, tendo criado peças alternativas aos foguetes que, abdicando do uso de canas ou varas e respeitando as tradições culturais do povo português, se autodestroem não havendo, por isso, queda de quaisquer elementos no solo”.
O organismo, com sede na Lixa, Felgueiras, assegura, assim, que “o lançamento de fogo-de-artifício (de todo o tipo, nomeadamente de foguetes) quando acompanhado do necessário e desejável processo de licenciamento (que a APIPE sempre respeitou e apelou aos seus associados que respeitassem) não representa perigo para a floresta ou para qualquer outro tipo de património, natural ou construído”.
E acrescenta: “é a regulamentação e fiscalização da atividade do setor – e não a sua proibição (que, como dissemos, incrementa o surgimento indesejado de lançamentos clandestinos e, por isso, desconhecidos das autoridades e das corporações de bombeiros) – que determinará a segurança total na utilização do fogo-de-artifício em geral e dos foguetes em Portugal”.

Embora considerasse – e considere – a medida de proibição como “totalmente injustificada”, a APIPE optou responsavelmente por não a criticar publicamente, de forma a não aumentar a polémica e a agitação social que o flagelo dos incêncidos florestais tem trazido ao país.

E a concluir, afirma a Associação: “Terminando, no entanto, às 24 horas de hoje o prazo de vigência da declaração de calamidade pública instaurada através do Despacho a que se fez referência, não pode a APIPE deixar de chamar a atenção de Vossas Excelências para a inutilidade prática da medida, para o seu caráter excessivo e desproporcionado e, sobretudo, para o facto de lançar (ou melhor, reforçar) sobre este sector um anátema que este não merece, que é perfeitamente injusto e completamente injustificado”.

---
Redacção
ovilaverdense@gmail.com