VILA VERDE: Utentes dos “Seniores Activos” ficaram à porta do Complexo de Lazer

Os utentes do programa “Seniores Activos” ficaram esta segunda-feira à porta do Complexo de Lazer de Vila Verde, não participando nas actividades do programa por lhes ter sido pedido que indicassem o nome e a freguesia de onde são.

Ao jornal “O Vilaverdense”, um dos elementos do grupo disse que fariam esta segunda-feira a primeira aula deste novo ano, depois do período de férias.

«Ao chegarmos, foi-nos dito que só poderíamos entrar se déssemos o nome e a freguesia de onde somos. Mas para quê? Para depois ser pago? Nunca nos pediram nada», explicou.

Segundo aquele utilizador, este é um programa «muito importante» para os seniores, quer pela actividade física, quer pelo convívio.

«Houve aqui alguma falha, não sabemos de quem, que esperamos que seja resolvida. O que nos interessa é podermos fazer as nossas aulas», vincou.


EPATV FALA EM NORMAS DE SEGURANÇA

O Director-Geral da Escola Profissional Amar Terra Verde, concessionária do Complexo de Lazer, explica que «a única coisa que foi pedida» a cada um dos participantes foi que «indicassem o nome e a freguesia de onde são».

«Estamos a falar das mais elementares normas de segurança, porque nós precisamos de saber quem está no espaço. Não podem ser anónimos. Não pedimos dinheiro a ninguém nem dissemos que tinham que assinar alguma coisa para poder entrar», assegura.

Sem saber o nome e a freguesia dos utentes, acrescenta João Luís Nogueira, «não entrará ninguém» no Complexo de Lazer de Vila Verde nem nas piscinas de Prado.

De acordo com o responsável, nos anos anteriores as Juntas de Freguesias enviavam uma listagem com o nome dos participantes, algo que não terá acontecido este ano.

«Apesar de as Juntas não nos terem informado, nós estávamos preparados para receber os seniores», frisa.

O Director-Geral da EPATV acrescenta que o programa está «activo» desde dia 2 de Outubro, «embora nessa semana não tenha aparecido ninguém».

«Esteve parado em Setembro, porque tentámos chegar a acordo com a Câmara para que a autarquia reconhecesse as dívidas que tem connosco, algo que não aconteceu», frisou.

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Ricardo Reis Costa (CP 10478)
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