VILA DE PRADO: EB 2-3 acolheu palestra sobre "Plantas Invasoras - Por que são um problema? Como as controlar?"

«As espécies invasoras são uma das maiores ameaças ao bem-estar ambiental e económico do planeta». O alerta foi deixado durante uma palestra realizada na Escola Básica 2,3 de Prado, sob o tema genérico "Plantas Invasoras - Por que são um problema? Como as controlar?". Uma acção enquadrada nas celebrações da Semana da Floresta Autóctone promovida pelo Município de Vila Verde.


Acompanhado do Diretor do Agrupamento de Escolas de Prado, António Peixoto, o vereador do Ambiente do Município de Vila Verde, Patrício Araújo, acentuou que a iniciativa visa «sensibilizar e alertar todos os alunos, professores e operacionais para a necessidade de conservação das florestas naturais» acrescentando que «devido à sua importância económica e ambiental, precisamos de nos unir para as proteger».

Na mesma intervenção, o autarca destacou a importância de «dar a conhecer a todos os alunos do concelho de Vila Verde as plantas autóctones mais abundantes do concelho, e por essa razão estamos a realizar um conjunto de iniciativas no terreno, de forma a proporcionar à população escolar um contacto direto com o património natural de Vila Verde».

A palestrante convidada, Elizabete Marchante, da Universidade de Coimbra, dedicou a sua intervenção às espécies exóticas invasoras e fez uma contextualização ao tema das invasões biológicas, focando que «as espécies invasoras são uma das maiores ameaças ao bem-estar ambiental e económico do planeta. É uma “espécie suscetível de, por si própria, ocupar o território de uma forma excessiva, provocando uma modificação significativa nos ecossistemas.»

Aquela professora universitária focou que «as espécies invasoras representam um problema porque ameaçam a biodiversidade e o equilíbrio dos ecossistemas (competem com espécies nativas, alteram os ciclos biogeoquímicos)».
«As invasoras diminuem a disponibilidade de água, alteram os regimes de fogo, provocam doenças, alergias e são vetores de pragas, têm impactes nos serviços dos ecossistemas (regulação do clima, cheias, etc.) e impactes económicos como reduzem a produtividade de áreas agrícolas, florestais ou piscícolas; aumento os gastos no controlo de invasoras e recuperação de sistemas invadidos e reduzem a atratividade turística», referiu.
Após esta sessão, realizou-se, junto ao Clube Náutico de Prado, uma ação de controlo de plantas exóticas invasoras (mimosa), a qual contou, também, com a presença de uma equipa de Sapadores Florestais do Município de Vila Verde.

WORKSHOP PASTA DE PAPEL

Em simultâneo, o Centro Escolar de Vila Verde acolheu o Workshop sobre a "Pasta de papel", uma iniciativa dinamizada pelo docente José Antunes, da Quercus de Braga e que deu a conhecer aos alunos daquela estabelecimento de ensino como se pode reutilizar papel usado, por forma a criar uma pasta de papel.
Este atividade para além de fazer parte da programação da Semana da Floresta Autóctone, esteve também inserida na Semana Europeia para a Prevenção de Resíduos (EWWR) 2017.

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