TRIBUNAL: Vilaverdense apanhado com tocha conseguiu suspensão de processo

O jovem adepto vilaverdense apanhado com uma tocha, no Estádio de Alvalade, antes do jogo com a equipa de Vila Verde, para a Taça de Portugal, conseguiu a suspensão do processo mediante o pagamento de 300 euros à instituição “Ajuda de Berço”, de Lisboa.

Com a decisão do Ministério Público, tomada já esta semana, que fora proposta pelo seu advogado, o soutelense João Silva, decorridos quatro meses, caso o arguido, de 17 anos, não reincida, bem como pague os 300 euros, fica sem qualquer registo criminal, tendo o prazo de dois meses para liquidar a referida quantia àquela instituição, sediada na cidade de Lisboa, comarca onde ocorreram os factos, tudo será como se nada tivesse sucedido.

João Silva afirmou a "O Vilaverdense" «estar naturalmente satisfeito com esta decisão, a que havíamos requerido, por ser aquela que já entendíamos como sendo a melhor para o jovem vilaverdense, porque é está na flor da idade e já não será por isso estigmatizado».

O requerimento nesse sentido fora apresentado pelo advogado João Silva, a representar o jovem, de 17 anos, estudante, natural e residente em Vila Verde, apanhado com uma tocha na mão, apreendida pela PSP de Lisboa, que deteve o jovem, dado tratar-se de um caso de flagrante delito, pelo que inicialmente seria julgado em processo sumário, pois a posse desse tipo de artefactos em recintos desportivos é equiparado a uma arma de fogo.

O advogado vilaverdense, contactado de imediato pela família do jovem, não só requereu um prazo de duas semanas para preparar devidamente a defesa, o que levou, desde logo, a que o menor vilaverdense viesse novamente de camioneta para Vila Verde no fim do mesmo jogo, tendo pernoitado em sua casa, sem quaisquer outros transtornos.

Numa segunda fase, o advogado João Silva pediu ao Ministério Público de Lisboa que a magistrada decrete a suspensão provisória do processo, isto é, espécie de pena suspensa, sem que haja sequer julgamento, de modo a não estigmatizar o jovem, que para além de bom aluno, não tem nenhum antecedente judicial, o que levou o advogado a preconizar a decisão de agora pelo Departamento de Investigação e Acção Penal (DIAP) de Lisboa.

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Joaquim Gomes (CP 2015)
ovilaverdense@gmail.com