ÚLTIMA HORA: Alegado autor de violência doméstica em Turiz proibido de entrar em Vila Verde

O alegado autor de quatro crimes de violência doméstica, em Turiz, contra a ex-mulher e três filhos, foi hoje proibido de entrar, a partir desta sexta-feira, no concelho de Vila Verde, pela juíza que o havia condenado a sete anos de prisão efetiva, enquanto aguarda um recurso, interposto pelo seu defensor, o advogado bracarense Tiago Ferreira Freitas.


Francisco Pereira, que até hoje residia na freguesia da Loureira, em Vila Verde, foi esta manhã conduzido, sob custódia, até ao Palácio da Justiça de Braga, por dois militares do Núcleo de Apoio e Investigação a Vítimas Específicas de Crimes (NIAVE) da GNR de Braga, tal como constatou no local O Vilaverdense ao longo de toda a manhã em Braga.

Em face da proximidade da Loureira com Turiz e perante a impossibilidade de com uma série de pulseiras electrónicas controlar os passos do arguido, proibido de aproximar-se da sua antiga residência e das vítimas, bem como das informações que não respeitaria as proibições, o Ministério Público solicitou à juíza-presidente que alterasse as medidas de coacção, enquanto o seu advogado, Tiago Ferreira Freitas, solicitou uma outra medida, a fim de não coarctar a liberdade do arguido, até por não estar definitivamente condenado.

O motorista, agora desempregado, foi condenado ainda a indemnizar as vitimas, no total de 100 mil euros, conforme adianta em pormenor, a edição impressa de O Vilaverdense, estando prevista a colocação de uma pulseira electrónica, ao arguido, nos próximos dias.

À saída do Palácio da Justiça de Braga, quer o arguido, Francisco Pereira, quer também o seu advogado, Tiago Ferreira Freitas, recusaram prestar declarações a O Vilaverdense.

De acordo com o acórdão condenatório, a que O Vilaverdense, teve acesso, o arguido, em liberdade provisória até decisão do recurso, para a segunda instância, em Guimarães, terá insultado, agredido e humilhado a então sua esposa, duas filhas e um filho menor, o qual agrediria a pontapé quando o jovem agora já com 16 anos, tinha sete anos de idade, na residência familiar, situada na Urbanização da Devesa, da freguesia de Turiz, Vila Verde, desmentiu todas essas imputações às três juízas durante o julgamento, em Braga.

Francisco Pereira, de 53 anos de idade, motorista, natural e residente em Vila Verde, nas sessões do julgamento, no Palácio da Justiça de Braga, voltou a desmentir qualquer tipo de violência doméstica ou maus tratos, conforme fizera durante a fase das investigações.

Ainda segundo Francisco Paulo Esteves Pereira, as declarações da antiga mulher e dos três filhos, um deles um rapaz agora com 16 anos, além de duas filhas de maior idade, já conhecidas quando foi confrontado pela GNR, em Prado, não corresponderão à verdade.

Em 19 de Janeiro deste ano, a GNR apreendeu ao motorista uma pistola de calibre 7.65 milímetros, da marca Browning, com quatro munições, numa domiciliária determinada pelo Tribunal Judicial de Vila Verde aquando das primeiras queixas dos seus familiares.

Um cabo-chefe e uma guarda-principal do NIAVE – Núcleo de Apoio e Investigação a Vítimas Específicas de Crimes, do Comando Territorial da GNR de Braga, em trabalho de investigação criminal consideraram ser caracterizado como de «perigosidade média».

Na origem do comportamento atribuído pelo Ministério Público a Francisco Pereira, há, conforme informações anteriores, problemas financeiros que terá passado a enfrentar e o arguido passou a ser tratado na Unidade de Psiquiatria do Hospital de Braga, enquanto o Gabinete Médico Legal e Forense do Cávado o considerou responsável pelos seus actos.

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Redacção/ JG (CP 2015)
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